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Parede de Concreto, São Paulo

Publicada norma técnica de parede de concreto

comissão de estudo da NBR 16055

Comissão de estudo do CB-02 que redigiu a NBR 16055

O mercado brasileiro já tem sua norma técnica para edificações construídas com o sistema Parede de Concreto. Foi publicada pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) nesta terça-feira, 10/04/2012, a ABNT NBR 16055:2012 - Parede de concreto moldada no local para a construção de edificações — Requisitos e procedimentos. A norma entra em vigor já a partir de 10/05/2012.

O sistema construtivo Parede de Concreto, que até o momento era considerado "inovador" e seguia diretrizes do Sinat (Sistema Nacional de Aprovações Técnicas), passa agora a ser guiado pela norma ABNT, o que deve contribuir para que mais construtoras o utilizem em seus projetos, expandindo a tecnologia no Brasil.

A nova norma coroa um trabalho iniciado em 2007 pelo Grupo Parede de Concreto, que reuniu entidades setoriais, órgãos de pesquisa e empresas interessadas na implementação desse sistema construtivo no Brasil. ABCP, Abesc e IBTS são algumas entidades que participaram dos debates desde o início.

O texto normativo, que consumiu oito meses de trabalho, aborda requisitos gerais para a qualidade da parede, critérios de projeto, materiais, análise estrutural, dimensionamento e procedimentos para a fabricação da parede, entre outros aspectos. "Aplicamos os procedimentos que já vinham sendo utilizados, mas com limites um pouco mais rígidos, para garantir maior eficiência do sistema", explica o engenheiro Rubens Monge, da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland), coordenador do grupo de Parede de Concreto.

"A publicação da norma dispensa as construtoras de seguirem as diretrizes Sinat e Datec para obter crédito para os empreendimentos que adotam essa tecnologia", explica o engenheiro Arnoldo Wendler, coordenador da comissão de estudo do CB-02. Segundo ele, além de diminuir a burocracia para os empreendedores, a norma atende perfeitamente ao programa Minha Casa Minha Vida, pois fixa requisitos para a construção de edifícios de qualquer altura. Para Monge, muitos programas federais favorecem a utilização do sistema. "Tem construtora fazendo 8 mil unidades nesse sistema. Com ele, quanto mais unidades você fizer, mais competitivo ele fica", diz.

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