Estrutura de Concreto

Fôrmas - materiais

Além de modelar e dar a forma a qualquer peça em concreto, as fôrmas são responsáveis por atender a várias exigências não menos importantes:
• Garantir a geometria (dimensões e formatos)
• Garantir o posicionamento das peças (junto com o cimbramento permite a locação exata no espaço de todas as peças estruturais)
• Manter a conformação do concreto fresco
• Permitir a obtenção de superfícies especificadas (concreto aparente, a ser revestido, texturado etc.)
• Possibilitar o posicionamento de outros elementos nas peças (furos de passagem, inserts, elementos de instalações elétricas e hidráulicas, espaçadores, a própria armadura etc.)
• Proteger o concreto novo (devido à fragilidade do concreto novo, as fôrmas o protegem contra impactos acidentais bem como contra variações bruscas da temperatura ambiente)
• Evitar a fuga de finos (as fôrmas devem ser estanques, evitando perdas de argamassa ou nata de cimento)
• Limitar a perda de água do concreto fresco (mantendo a quantidade de água necessária para a hidratação do cimento).

A grande importância das fôrmas é evidente, porém, por se tratar de um elemento provisório, que não fica incorporado ao produto final (o imóvel), as fôrmas muitas vezes não recebem a atenção necessária.

Materiais

Madeira serrada

O material tem como vantagens o seu baixo custo, facilidade de corte e montagem e sua disponibilidade. Possui, como desvantagens, baixa durabilidade, variabilidade (que exige cálculos muitas vezes superdimensionados) e poucos fornecedores “profissionalizados”, além de ser um recurso natural que precisa ser explorado de maneira sustentável.
A madeira é amplamente utilizada em estruturação, travamento e muitas vezes como complemento dos sistemas industrializados. Devido à sua facilidade de corte, é muito utilizada também na confecção de painéis curvos. Antes do surgimento das chapas de madeira revestidas, era utilizada também como tal, ficando em contato direto com o concreto. Hoje, devido ao seu baixíssimo reaproveitamento neste uso, só é utilizada quando se deseja que a superfície de concreto adquira a textura dos veios da madeira.

 

Chapas de madeira revestidas

Surgidas na década de 60, unem a facilidade de corte da madeira com um alto índice de reaproveitamento. Apresentam-se principalmente com revestimento resinado, cuja reutilização chega a aproximadamente 8 vezes, e oferecem aspecto superficial rugoso ao concreto; e com revestimento plastificado (filme fenólico), que permite aproximadamente 18 reutilizações e deixa a superfície do concreto lisa. São utilizadas em contato com o concreto em praticamente todos os tipos de fôrmas, desde a mais simples, passando por fôrmas curvas (moldadas com chapas de 4 e 6 mm) até fôrmas moduladas.

 

Aço

Muito utilizado nas fôrmas que demandam alto índice de reaproveitamento, tanto na forma de perfis (mais usual), que servem de estruturação e travamento dos painéis, como na forma de chapas revestindo os painéis e proporcionando aspecto liso e uniforme ao concreto. Devido ao seu alto custo é normalmente fornecido por empresas de locação.

 

Alumínio

Agrega as vantagens do aço com a leveza própria do alumínio; sua desvantagem é o alto custo de aquisição e manutenção.

 

Plástico

Material bastante leve, resistente e reciclável. Cuidado especial deve ser tomado em relação à estruturação dos painéis, devido à sua grande deformabilidade.

 

Papelão

Utilização basicamente em pilares de seção circular com diâmetro de até 1,0 m, aproximadamente. Sua principal vantagem é ser uma fôrma autoestruturada, necessitando apenas de elementos de posicionamento e prumo. A desvantagem é ser destruída no momento da desforma, restringindo-se a apenas uma utilização.