Revestimento de Argamassa

Logística

O termo “logística“ tem origem militar e trata do “alojamento, equipamento e transporte de tropas, produção, distribuição, manutenção e transporte de material e de outras atividades não combatentes relacionadas”. (Michaelis)

No contexto da obra, é usual tratar a logística como tudo o que envolve o arranjo físico do canteiro de obra e a movimentação de pessoas, materiais e equipamentos, e as atividades que dão suporte à produção propriamente dita.

Desta maneira, a logística do canteiro está intimamente relacionada aos sistemas de produção adotados e ao planejamento da obra como um todo. Relativamente à questão dos revestimentos de argamassa, os principais aspectos a serem buscados são:

• redução das áreas de estocagem
• redução das perdas durante o transporte
• otimização das operações de transporte, evitando tempos de espera e desabastecimento das frentes de trabalho
• agilidade no preparo da argamassa, com adequado posicionamento dos insumos, proximidade das baias de estocagem e proximidade dos equipamentos de transporte vertical



É crucial que o canteiro seja planejado levando em consideração os serviços que ainda estão por iniciar na obra. Assim, embora possa haver muito espaço para a produção de argamassas no início da obra, no futuro breve este espaço pode ser necessário para armazenar outros insumos, como gesso, placas cerâmicas, esquadrias, portas etc.

A escolha das argamassas em sacos ou em silos contribui positivamente para a racionalização do canteiro como um todo, pois diminuem em muito as áreas de estocagem e as atividades de manuseio dos materiais.

Ao se analisar todo o ciclo de utilização das argamassas pode-se identificar etapas importantes ligadas à perda de materiais, como a estocagem, o transporte e a aplicação e, numa obra que produz suas próprias argamassas, é constante a preocupação com as grandes áreas de estocagem e descarregamento de matérias-primas. Montes de areia, pilhas de cimento e cal demandam grandes áreas de estocagem e constante monitoração do estoque para que o processo de produção não sofra perda de continuidade. Para o abastecimento da produção nas frentes de trabalho, corre-se o risco de congestionamento do sistema de transporte e interferências com muitas outras atividades.

A opção pela utilização dos silos, por exemplo, minimiza o espaço de armazenamento de matérias-primas uma vez que a área de estocagem limita-se à área de projeção de um silo, aproximadamente 4 m2. A etapa de transporte da argamassa pronta também pode ser otimizada através de sistema de bombeamento. É comum observar a opção pela contratação de vários silos por obra, cada um contendo uma argamassa diferente, dosada conforme características previamente definidas para cada uso.

Por outro lado, caso ocorra algum defeito técnico no silo, toda a produção pode ficar comprometida, o que não ocorre no caso de material ensacado ou produzido em obra. Além disso, existe certa segregação dos materiais de acordo com o volume de massa no silo, o que altera as propriedades finais do produto aplicado.

Na opção pelas argamassas ensacadas, os estoques de areia, cimento e cal são eliminados ou reduzidos, dando lugar para o estoque de argamassa ensacada. As perdas nas atividades de descarregamento e transporte também são reduzidas, uma vez que não há mais a manipulação de materiais a granel.