Boas Práticas

Cases

Os programas da Comunidade procuram levar resultados concretos para os empreendimentos das empresas participantes.

Conheça exemplos de obras acompanhadas ou monitoradas pela Comunidade da Construção e os resultados alcançados.

Villa Jardim

Sistema Construtivo: Alvenaria Estrutural
Localização: Salvador/BA

Ficha técnica

  • Tipo de Empreendimento: Residencial
  • Número total de blocos: 2
  • Número de pavimentos por bloco: 8
  • Número de apartamentos por pavimento: 6
  • Número total de unidades: 96
  • Área total construída: 6.700,00 m2
  • Área do pavimento-tipo: 420,00 m2
  • Área da unidade: 54m²
  • Tipo de estrutura: Alvenaria Estrutural com Blocos de Concreto / Laje Treliçada com Blocos de EPS
  • Sistema de vedação interna: Alvenaria de bloco de concreto
  • Revestimento de fachada: argamassa
  • Substrato do revestimento interno: gesso e argamassa nas áreas molhadas

Resultados

Projeto (compatibilização e racionalização)
Um escritório especializado em compatibilização de projeto foi contratado para a obra e elaborou a paginação da alvenaria estrutural, o que facilitou a etapa de execução, segundo a construtora. Outro fator que contribuiu para a racionalização foi a utilização de lajes pré-fabricadas com utilização de vigotas treliçadas. Sobre o EPS era executado um capeamento de concreto e no dia seguinte já iniciava a marcação da alvenaria estrutural do pavimento.

Lajes pré-fabricadas com vigotas treliçadas.

Planejamento (cronograma e tempo de execução)
O cronograma de execução da estrutura foi elaborado conjuntamente com a empresa responsável pela execução das lajes, pois esse é o principal processo que influencia o planejamento da alvenaria estrutural, uma vez que os pavimentos necessitam esperar a conclusão das lajes para prosseguirem. A figura a seguir apresenta uma comparação entre o cronograma planejado e real da execução estrutura:
 

Cronograma de Execução da Alvenaria Estrutural nas duas torres.

O tempo inicial estimado para a execução de um pavimento de alvenaria estrutural foi de 4 dias, mas os primeiros pavimentos foram concluídos entre 7 e 9 dias. Isto aconteceu devido à baixa produtividade das primeiras equipes no inicio da obra. Após algumas substituições e a manutenção dos operários com produtividade satisfatória a obra melhorou sua produtividade global.

Execução (análise das condições de início dos serviços, logística e prumo da alvenaria estrutural)
Após o inicio da obra, ferramentas específicas para a alvenaria estrutural foram adquiridas pela construtora, como o escantilhão. Os gabaritos para porta e janela eram posicionados no pavimento de forma a não atrasar o início do serviço.

Posicionamento de gabaritos para porta e janela e uso do escantilhão.

A logística foi um aspecto crucial para esta obra, pois não havia grua no canteiro. Foi posicionado um elevador de carga em cada uma das duas torres, que eram responsáveis pelo transporte de 100% dos materiais. A subida de blocos foi o mais crítico, pois o consumo deste material era intenso, necessitando de várias viagens diárias de blocos para suprir as equipes. O que auxiliava esse processo era a utilização de carrinhos específicos para a movimentação dos blocos.

Transporte de blocos pelo elevador de carga com o auxílio de carrinhos.

O controle de prumo foi feito com planilha específica, desenvolvida para a obra em conjunto com a Comunidade da Construção. A coleta do prumo era realizada pelo estagiário após a execução da primeira fiada e posteriormente na metade do levante. Dessa forma foi possível controlar o processo de execução da alvenaria estrutural.

Qualidade (controle de materiais e rastreabilidade)
O controle dos materiais, principalmente dos blocos estruturais, era realizado pelo estagiário, pelos encarregados e pelo engenheiro. Quando se identificava alguma não conformidade dos blocos, a empresa fornecedora era imediatamente notificada. O próprio manuseio já indicava problemas nos blocos, como esfarelamento e fragilidade. Nestes casos, todo o lote era rejeitado e um novo lote era solicitado. Nesta obra, a rastreabilidade se dava pela própria utilização dos lotes de blocos em andares específicos, pois cada grupo de andares utilizava uma resistência diferente. Cada lote era fornecido dias antes da execução do pavimento. Por outro lado, não se tinha a destinação específica dos blocos. Não se associou a utilização dos lotes aos apartamentos, por exemplo. Desta forma o processo de rastreabilidade não foi completo.

Custo (da alvenaria e do bloco)
Mesmo sem se ter uma referência para comparar efetivamente o ganho de desempenho no aspecto financeiro, a construtora avaliou os custos da alvenaria satisfatoriamente. Segundo o engenheiro, o custo realizado ultrapassou a meta esperada no orçamento. Ainda de acordo com o cálculo da construtora, o custo obtido apenas do insumo bloco também ultrapassou aquilo que se esperava em termos de orçamentação. Deve-se considerar que essa foi a primeira obra da empresa em alvenaria estrutural. Assim, a partir dela, poderá ter seus próprios índices de consumo e perda de materiais para a realização dos próximos orçamentos em alvenaria estrutural.

Produtividade (Hh trabalhada)
Com a substituição dos operários menos produtivos, as equipes inicialmente treinadas ganharam mais velocidade na execução da alvenaria estrutural. Ainda houve um ganho de produtividade com a implementação das ferramentas específicas para alvenaria estrutural. Com essas soluções, a produtividade tanto da alvenaria como a global da obra teve uma melhora significativa, sendo melhor do que a meta definida inicialmente.

Consumo (materiais, argamassa de assentamento, aço nas paredes e nas lajes)
No geral, o controle dos materiais não permitiu o atendimento da meta de redução das perdas, principalmente de argamassa de assentamento. A perda de argamassa não tem uma causa única. Ela pode ser desperdiçada devido à alta velocidade de execução, à má aplicação e também pelo método de transporte inadequado. A falta de utilização de baias de argamassa associadas a transporte com carrinho de mão provavelmente foi um dos principais vilões do alto consumo de argamassa de assentamento.

O consumo de aço nas paredes não foi monitorado. Já o consumo de aço na execução das lajes foi rigorosamente monitorado e de acordo com a construtora atingiu a meta estabelecida.

Durabilidade (ensaios tecnológicos, juntas de controle e juntas de dilatação)
Todos os ensaios necessários aos blocos estruturais foram realizados para garantir sua qualidade. Além dos ensaios realizados pela empresa fornecedora, a construtora contratou uma empresa especializada em controle tecnológico. Não houve junta de controle e junta de dilatação neste projeto.